segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Valsa
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
De 4
Não que seja um perito
Dos gostos de uma mulher
Mas a que se entrega a um babaca
Não esconde a babaca que é
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Ambidestro
Ficou paralisada
No beijo sob a marquise
Nada é tão profundo
Quanto o amor nos tempos de crise
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Opinião
Toda unanimidade é burra
Disse o mago das três cores
Pior é aquela que pensa
Que pensar causa dores
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Crente
Haverá os que se salvam?
Perguntou a criança
A si próprio, eu não sei
Respondeu o rapaz
Mas enquanto houver
Quem ama o que faz
Haverá os que salvam
A minha esperança
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Nilton
Definiu logo a gravidade dos problemas
Tudo tem dois pesos e duas medidas
E o que for relativo a nós
O destino que decida
domingo, 29 de novembro de 2015
Chutado
Pesadelo da pressa
É ser lento
E do quente
É ser morno
Talvez, por isso,
Me contento
Em correr em via expressa
Onde não há retorno
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Terminal
Haja paciência
Disse impaciente
O residente
Falta tudo
Não me iludo
Morreu de medo
Morreu de raiva
Apodrecendo
Pobre do doutor
Que em óbito
Continua vivendo
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
(Auto) Descobrimento
O povo é narcisista
E aspira à realeza
Desde que o
Primeiro índio
Se olhou no
Espelho vindo
Da nau portuguesa
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Do feijão coado
Dizem que amor de mãe é um só
Permita-me discordar
Feliz é o sujeito que cresce
Sendo filho de vó
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Médio
Mazelas vem e vão
Mas em uma, espero que não chegue minha vez
Aquela de quem pode ser grande
Mas elege a pequenez
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Lei do menor esforço
A repetição papagaial
Não necessita raciocínio
E instrução quase nada
Talvez por isso
Seja tão utilizada
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Campo minado
Não sei se me assusta mais
A companhia ou a solidão:
Vivo rodeado de amigos
Mas nunca sei dizer quais são
terça-feira, 13 de outubro de 2015
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Poesia de sexta
Depois de carregar sacola
Nos dias de feira
Não me sobra saco
Pra quem carrega bandeira
Lã
As palavras em que me fio
As pessoas em quem desconfio
Os problema nos quais me enfio
É que fazem da minha vida
Estar sempre por um
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Fanático
Faço tudo por você
Pulo
Canto
Brigo
Até troco de roupa
Só o braço é que não
Esse eu não dou a torcer
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Dieta
Continuar cortando fritura
Sabendo que nada mata mais que a vida
Em sua quase inocente ternura
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Capital
Minha preguiça não merece penitência
Ainda que o pecado more ao lado
Eu mando só correspondência
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Sintonímia
Isso aqui vai virar poesia...
Nós também.
Viraremos?
Com uma premissa:
Vir a ser
Exatamente quem somos.
Virar ser
Porque ainda nem somos.
Nem sós.
Nem donos
De nós.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Poesia de cego
O supersticioso às avessas
Pegou a estrada em contramão
E entrou na tenda da cigana
Pra lhe propor uma inversão:
Deixe-me ler as tuas linhas
Com a palma da minha mão
sábado, 19 de setembro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Ré
O sol é o que resta-me
E não que eu seja lá o maior
Mas se não posso tê-la em si
Que de mim tenha ao menos dó
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Em falta
Na padaria
Tinha pão com glacê
Sonho e bolo de limão
Só não tinha gratidão
Essa, o padeiro não sabia fazer
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Eu queria ser uma velhinha
Trago luz à cabeça, no ato
Eu queria ser uma velhinha
E não um barbudo chato
A rua revela a criança sozinha
Murcho meu ego estufado
Eu queria ser uma velhinha
E não um tolo privilegiado
Amargo a angústia que não tinha
Penso, não passa tão cedo
Eu queria ser uma velhinha
E não um coitado com medo
Deve ser bobeira minha
Mas podia ter menos memória
Eu queria ser uma velhinha
A esquecer essa velha história
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Confessionário
Como é triste a vida
Do religioso desmemoriado
Sempre em penitência
Por cometer os mesmos pecados
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Voltas
Que faca sem cabo é a ingratidão
Não se apunhala pelas costas
Sem ferir a face da própria mão
terça-feira, 1 de setembro de 2015
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Sugador
Ganância sem inteligência
Não vai servir de nada
O mosquito lento, de barriga cheia
É o que toma a chinelada
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Mudo
Se segredo fosse bom, eu guardava
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Experiente
É que o cabelo não cresce de novo
E a pele se irrita com a tinta
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Truque
Nem tudo é preto no branco
- veja só que ironia -
Descobri que havia mágica
Enquanto você sorria