Todo mundo é uma ilha
E eu naufragaria em você
Se o mar chegasse até Brasília
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Capital
Minha preguiça não merece penitência
Ainda que o pecado more ao lado
Eu mando só correspondência
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Sintonímia
Isso aqui vai virar poesia...
Nós também.
Viraremos?
Com uma premissa:
Vir a ser
Exatamente quem somos.
Virar ser
Porque ainda nem somos.
Nem sós.
Nem donos
De nós.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Poesia de cego
O supersticioso às avessas
Pegou a estrada em contramão
E entrou na tenda da cigana
Pra lhe propor uma inversão:
Deixe-me ler as tuas linhas
Com a palma da minha mão
sábado, 19 de setembro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Ré
O sol é o que resta-me
E não que eu seja lá o maior
Mas se não posso tê-la em si
Que de mim tenha ao menos dó
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Em falta
Na padaria
Tinha pão com glacê
Sonho e bolo de limão
Só não tinha gratidão
Essa, o padeiro não sabia fazer
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Eu queria ser uma velhinha
Trago luz à cabeça, no ato
Eu queria ser uma velhinha
E não um barbudo chato
A rua revela a criança sozinha
Murcho meu ego estufado
Eu queria ser uma velhinha
E não um tolo privilegiado
Amargo a angústia que não tinha
Penso, não passa tão cedo
Eu queria ser uma velhinha
E não um coitado com medo
Deve ser bobeira minha
Mas podia ter menos memória
Eu queria ser uma velhinha
A esquecer essa velha história
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Confessionário
Como é triste a vida
Do religioso desmemoriado
Sempre em penitência
Por cometer os mesmos pecados
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Voltas
Que faca sem cabo é a ingratidão
Não se apunhala pelas costas
Sem ferir a face da própria mão